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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Chorando o desaparecimento repentino de um blog

Só para constar, estou chorando sem lágrimas, por dentro, com a firme esperança de que vai dar tudo certo.

Foi um susto, um grande susto. Eu estava aqui, feliz, satisfeita, fazendo algumas correções no post que havia publicado há poucos minutos, quando percebo a fatalidade. Como assim? Uma mensagem de erro? Volto à tela, clico novamente no botão Publicar Postagem e a mesma mensagem persiste. Tento então abrir em outras abas outras páginas das configurações do blog e… nada! A mesma mensagem de erro.

Tento então abrir a página inicial do blog em outra aba e a mensagem salta aos meus olhos. Blog não encontrado - Desculpe, o blog que você estava procurando não existe. Inexistente? Meu blog? O pior de tudo é que a mensagem oferecia o meu endereço de blog para ser registrado por mim e/ou por outra pessoa. Que brincadeira de mau gosto.

Impossível, acabei de publicar um post. Apressada acesso então o painel de controle do Blogger e não está fora do ar, ao contrário, aparecem no painel todos os meus blogs exceto… Onde está? Procuro, atualizo a página, volto, clico, mas não encontro. Helen Fernanda Ponto Com sumiu e não fez nem 5 minutos que ele esteve aqui.

Em um desespero silencioso, procuro o Help do Blogger, do Google… Deve ter um jeito de recuperar isso, afinal, até e-mail gratuito fica alguns meses disponível numa espécie de limbo para os casos de cancelamento por engano e/ou feito por um ladrão de senha. Não seria possível que um blog pudesse ser excluído definitivamente em apenas alguns segundos. Não seria? Seria!

Não, o Blogger não oferece esse recurso. Meu blog foi excluído de vez e meu endereço já está disponível para qualquer ladrão de audiência que queira registrá-lo. Vai saber quais eram as intenções de quem fez isso? O máximo que encontrei no site do Blogger foi um formulário de contato para não sei quem em não sei quanto tempo me dar uma resposta, talvez dizendo que meu blog nunca mais será recuperado.

Acho que tenho backup de boa parte dos posts, mas isso não inclui correções, comentários, etc. Ufa!

Ainda bem que estou em uma fase bem "di boa", como se diz aqui em Goiás. Estou tranqüila na minha vida profissional, acadêmica e estou lendo bastante (ler me faz bem "demais da conta"). Se esse desastre blogueiro fosse associado a uma fase down da minha vida, eu não sei do que seria capaz.

Melhor seria não passar por isso, mas a vida… Ih! Tô em dúvida sobre qual clichê eu uso:

A vida é uma caixinha de surpresas.
A vida é o que fazemos dela.
A vida é um trem do qual somos passageiros. (Aqui em Goiás e em Minas essa frase tem duplo sentido, já que aqui trem é uma palavra muito usada para designar qualquer coisa, qualquer coisa mesmo!)
A vida é como ela é.
A vida é um espetáculo do qual somos artistas.
A vida é uma questão, o amor é a resposta. (Padre Zezinho)
A vida é bela. (Esse filme me fez chorar.)

Daqui para baixo ficou mais cult porque eu colei da Wikiquote:

A vida não é motivo de riso. Mas, já imaginou ter de viver sem rir? (Leonid S. Sukhorukov)
A vida nos parece fácil, quando se trata da vida dos outros. (J. Normand)
A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro. (John Lennon)
A vida sem reflexão não merece ser vivida. (Sócrates)
A vida não é julgada pelo tempo mas pelas memórias dos momentos especiais. (Leonid S. Sukhorukov)

Para me auto-consolar tento lembrar também de momentos em que tive uma perda quase tão grave quanto essa. Em 2006 perdi minha monografia de conclusão de curso (TCC) e tive que fazer tudo outra vez. Mas acho que não chega nem perto porque meu blog eu escrevo há alguns anos e minha monografia não fazia nem quatro meses que eu estava escrevendo.

Deixei mensagem no fórum do Google sugerindo que, quando alguém deletar um blog, o dono receba um e-mail de confirmação e o blog só seja excluído após o clique no link desse e-mail. Sugeri também que um blog, ao ser excluído, apenas saia do ar e que só tenha seus arquivos apagados definitivamente depois de alguns meses, para o verdadeiro dono ter tempo de pegar de volta e publicá-lo, em caso de roubo de senha e cia.

Lembrei-me agora de uma piadinha que nós fazemos no trabalho:

­­­— E agora? O que eu faço para eu conseguir autenticar? Já liguei para o provedor e eles mandam eu ligar para vocês. Eu ligo e você me fala que o não há nenhum problema com o sinal. Tô me sentindo uma bolinha de ping-pong nessa história. Me diz o que eu tenho que fazer que eu faço! Eu quero que você me responda O QUE É QUE FAÇO para conseguir navegar!
­­­— Senhor Cliente, o Senhor sabe orar?
­­­— Sei, por quê?
­­­— Então se ajoelhe porque está na hora de praticar.

Acho que está na minha hora de praticar também.

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