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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A quebra do jejum

Flores

Já que fiz da minha nova paixão pretexto suficiente para quebrar a promessa de não atualizar o blog, vou abusar e continuar divagando sobre o assunto…

Só tive um namorado até hoje, há sete anos. Esse namoro de adolescência durou cerca de dois meses e meio, então foi um namorico de verão. Depois dele nunca mais consegui conquistar ou ser conquistada. Foram sete anos de jejum. Sou daquelas “caipiras amorosas” que não conseguem beijar se não estiverem apaixonadas… então também não “fiquei” com ninguém.

Ainda tem o fato de eu querer me casar virgem travando tudo. Ser católica certinha não é para qualquer uma. Acho mesmo que mereço o céu. Não é nada fácil. Só de ouvirem falar que vou me casar virgem os rapazes mudam o tom da voz. Prefiro avisar logo para não correr o risco de me apaixonar pela pessoa errada.

Então, depois de sete anos sem beijo na boca e tra-la-lá eis que surge um maluco folgado que, como canta Samuel Rosa, “fecha com os meus sonhos como ninguém”. No começo ele engasgou um pouco com as teias de aranha, mas finalmente conseguiu quebrar meu jejum.

Provavelmente ele não tenha noção da explosão de sentimentos que sua insistência desencadeou em mim. Acho que ele só percebeu mesmo a explosão de tesão, mas deve ter se decepcionado por eu não poder satisfazê-lo. Então, no final das contas, fui eu quem me aproveitei dele por não ter avisado sobre meu cinto de castidade. Sou uma canalha. Apaixonada, mas canalha!

O que ele não sabe é que eu já estava apaixonada antes e que continuo. O que vai ser difícil esconder por muito tempo, já que nos vemos seis dias por semana…

Imagem do site Meilland

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