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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tão estranha que vale um post

vergonha-girl

Nas últimas semanas tenho escrito pouco sobre mim, mas não é por acaso. Desde o início do ano estou em uma fase estranha da minha vida, muito estranha…

Na profissão tenho muitas possibilidades, mas nenhuma certeza. Muitas oportunidades e ao mesmo tempo muitas frustrações. Tenho trabalhado bastante, mas meu trabalho rende pouco. Tenho me esquecido das minhas refeições e até de alguns compromissos na Igreja por causa do trabalho, mas não estou ganhando mais por causa disso.

Queria ver mais meus familiares, mas não tenho tempo. Estranho não ter tempo mesmo estando desempregada e podendo escolher meus horários de fazer os trabalhos freelancer. Estou com saudades da minha mãe, da minha irmã, do meu irmão, da minha tia que mora em Goiânia, dos meus primos. Mas não encontro tempo para eles.

Sei que preciso muito, muito mesmo, cuidar mais da minha aparência e que isso vai mudar positivamente e radicalmente a minha vida, mas não encontro tempo e muito menos dinheiro para frequentar salão de beleza. Sozinha eu sei que é perigoso, até quando tento tarefas aparentemente simples, como cortar as unhas das mãos, acabo me mutilando por falta de coordenação motora.

Meu sabonete de enxofre acabou. A pomada que diminui a minha acne também. Meu dinheiro é muito pouco para poder comprar esses produtos agora. Minha aparência está ainda mais assustadora com todas essa imundície no meu rosto.

Passo muito tempo em casa. Quando estou no computador trabalhando tenho esse pretexto, mas tem vez que nem estou e não consigo sair daqui. Quando surge alguma atividade social com a qual me identifico um pouco, sinto muita vergonha da minha aparência, das minhas roupas velhas, dos meus óculos antigos e fora de moda, da minha dependência do transporte público… então acabo ficando em casa mesmo. Consigo sair de casa só para compromissos religiosos, já que entre os irmãos da Igreja não tenho essa vergonha.

Nunca morei tão perto de uma Igreja Católica, mas não dá para esconder que é a paróquia mais triste, desafinada e desanimada de todas que eu já conheci. O que me dá muita vontade de voltar a frequentar a minha verdadeira paróquia, mesmo tendo que pagar ônibus, mas também não encontrei tempo para isso ainda. A paróquia atual me dá muita vergonha alheia.

Por falar em vergonha, meu ciclo menstrual extremamente irregular continua me rendendo situações constrangedoras, inclusive em ambientes profissionais. Vou ter que procurar um ginecologista e perguntar se existe algum regulador hormonal que seja compatível com meu anticonvulsivo. Outro problema que enfrento é a oscilação drástica do meu humor acompanhando as mudanças hormonais. Aí já não sei se o ginecologista resolve ou se vou logo no psiquiatra.

Estranha, fase muito estranha.

Imagem surrupiada do blog Virando Modelo

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