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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A morte não pede passaporte

Cemitério de Colleville-sur-Mer

A morte. Ela simplesmente vem. Vem e leva. Não pergunta quem a espera. Simplesmente chega. Como o vento. A morte é sopro. Não tem cheiro. Não tem som. Não tem cor. É ausência. É mistura. Caldeirão de sentimentos. Tudo junto. Tudo misturado. Pessoa querida. Pessoa desejada. Pessoa amada. Ela não se importa. Ela leva. Leva e zomba. Nos deixa aqui. Chorando. Pensando. Refletindo. Amando na morte como nunca na vida. A morte é um corte. Muda nosso norte. Não depende da sorte. Ela pode. Ela leva. A morte é leve. Tão leve! Torna tudo sem valor. Torna tudo leve. Ela leva a pessoa. Deixa a sobra. E leva o sentido da sobra. A morte sobra. Tem mais do que a demanda. Ela manda. Ela obriga. Ela intriga. Ela desliga. Não mendiga. A morte quer. A morte pode. Não exige. Não tem mote. A morte invade. A morte leva. A morte sopra. Não avisa. Não espera a pergunta. A morte vem. E não pede passaporte.

Imagem: Cemitério de Colleville-sur-Mer (França)

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