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sexta-feira, 11 de março de 2011

Os olhos de um apaixonado

Antes de nos apaixonarmos

Entre uma paixão e outra, nos sentimos em um balão. Livre, flutuando, admirando outros balões igualmente livres e flutuantes. Nem tudo é alegre, nem tudo é vibrante, mas quem se importa? O relevante é aproveitar a liberdade e nossa capacidade de voar por aí, sentindo a brisa, olhando as nuvens, admirando o sol.

Balões coloridos, nuvens no céu
Foto daqui.

Apaixonados

Agora estamos em um tobogã. Mesmo quando não somos correspondidos, o início da paixão sempre nos deixa alegres, empolgados com a possibilidade do “sim”. Tudo fica colorido, divertido, excitante. O frio na barriga é onipresente, mas quando estamos perto da pessoa ele é elevado ao quadrado.

Tobogã colorido
Foto daqui.

Sem a pessoa amada

Se a pessoa amada viaja, some, se muda, ou simplesmente não está no lugar onde esparávamos encontrá-la, danou-se! Mesmo que a paisagem seja bela, não temos mais o privilégio de admirá-la. Há poeira em nossos olhos, nuvens negras em nosso céu. Tudo perde a graça, o viço, a cor, a música. Em consequência ficamos sorumbáticos. Não necessariamente mal humorados, porque até para demonstrar mal humor é preciso ter um pouco de ânimo.

Campo de lavanda, dia nublado
Foto daqui.

Juntos de novo

Quando a pessoa querida está de volta, nos sentimos protegidos. Não estamos mais no divertido e perigoso tobogã de outrora, mas sim em um tranquilo bosque com brisa suave, muita sombra, bastante oxigênio, algumas frutas e a trilha sonora dos pássaros.

Caminho na bosque
Foto daqui.

O fora

Quando a gente percebe que não é correspondido; quando a gente leva um fora; quando o relacionamento termina para a pessoa amada antes de terminar para nós nos sentimos uma árvore seca: sem frutos, sem folhas, sem sombra, sem pássaros nos galhos e sem motivo aparente para continuar viva. Talvez seja a hora de voltar para o balão.

Árvore seca
Foto daqui.

Antes que me perguntem como meus olhos estão vendo atualmente, estou novamente no tobogã. Apesar de minha atual paixão (ainda não correspondida) já ter passado pelo campo de lavanda nublado, não me senti segura o bastante para ir ao bosque, acho que tinha uma onça lá.

Uma pergunta inocente: os homens também se sentem assim ou isso só acontece com mulherzinha?

Até mais!

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