sábado, 7 de abril de 2012

O plano B não existe

O plano B só passa a existir quando o plano A morre. Enquanto você luta pelo plano A, qualquer outra letra do alfabeto é apenas uma possibilidade remota que está no mundo das ideias, em uma dimensão paralela e, portanto, fisicamente inacessível. Se, enquanto trabalha pela realização do plano A, você já gasta tempo realizando etapas iniciais do plano B, do plano C, do plano D… você na verdade não tem plano algum. Está apenas experimentando diversas possibilidades e ainda não sabe o que quer. O plano A só merecerá esse título quando você passar a lutar por ele com unhas e dentes, como se não existisse outra possibilidade, como se fosse questão de vida ou morte, como se sem aquilo sua vida perdesse o sentido, como se você tivesse nascido especialmente para realizar aquilo. Ao contrário, se você alterna entre os planos de acordo com as circunstâncias no melhor estilo “é o que tem para hoje”, significa que você abriu mão de ser protagonista da própria vida. Não o culpo por isso, é bem mais simples viver assim. Porém, pare de fingir que tem um bom plano, sendo que na verdade você tem apenas várias alternativas ruins.

3 comentários:

  1. Essa sua última frase é uma verdade perturbadora.

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  2. Pois é. Cheguei a essa conclusão assustadora. Cogitar muitas alternativas, como já falei em outro post, não significa ter vários planos, mas sim não ter um bom plano ainda. É claro que temos desejos, vontades, sonhos… Mas plano é planejamento com pré-requisitos, etapas e metas bem definidas, por isso não é qualquer alternativa que merece ser chamada assim. Em nossa vida pessoal, se temos plano B é porque o plano A nunca existiu de verdade ou já foi para o brejo, logo o plano B é o verdadeiro é o plano A e o plano B não existe.

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