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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Perfume Adriane Galisteu, Jequiti

Adoro a abertura dessa fragrância. Brilhante!

A Jequiti classifica a colônia Adriane Galisteu como chypre vibrante, o site Osmoz chama de oriental especiado e eu, que sou bobinha, ainda não decidi se sinto um chipre frutal, um floral frutal ou um oriental floral.

Pirâmide olfativa:
  • Notas de saída: mandarina, amora, folhas verdes, cassis, mirtilo e lichia.
  • Notas de corpo: tulipa vermelha, rosa, jasmim sambac e ylang-ylang.
  • Notas de fundo: almíscar branco, patchuli, âmbar, cedro e camurça.

A fragrância abre cítrica, verde, moderna, equilibrada e muito agradável. Desde o início é perceptível a identidade chipre, mas tudo indica que as notas que dão esse efeito não foram citadas, pelo menos não como notas de saída. Couro? Musgo com patchuli? Algo assim.

As frutas também são bastante notáveis no topo, mas elas não estão frescas, doces e suculentas como em outras fragrâncias frutais. Em Adriane Galisteu, as frutas já estão quase morrendo. Caíram no chão e foram pisadas. Ficaram muito tempo na fruteira e agora já estão com "feridas" e cheias de mosquitos. Mas o cheiro ainda não chega a ser desagradável. É o aroma de um pomar com muitas espécies, de uma frutaria movimentada, de uma banca de frutas na feira em um dia ensolarado.

No corpo, as flores dão um tom aveludado à fragrância que faz referência a cheiro de talco, de pó de arroz, a cabelo de boneca e a perfumes florais de outras décadas. Calma! São apenas referências. Não chega a parecer mesmo um perfume antigo, só cita pequenos trechos de Amarige (Givenchy), Sensi (Giorgio Armani), Arpége (Lanvin) e boneca Barbie.

A base é exatamente o que a gente deduz quando lê as notas citadas: almiscarada, ambarada, amadeirada, aveludada, oriental. Mas parece que ficou faltando alguma coisa nesse fundo. Além de não ter ficado tão confortável como essa combinação deveria, em algumas aspiradas se parece muito com um perfume masculino.

Na minha pele a abertura dura cerca de 20 minutos, o corpo dura menos de uma hora, enquanto a base (a fase da qual menos gosto), dura três horas ou mais.

A projeção desse perfume é moderada, assim como o rastro, a não ser que você exagere na dose.

  • Ano de lançamento: 2012.
  • Colônia desodorante: 100 mL, R$ 73,90.
  • Desodorante: 110 mL, R$ 25,50.
  • Loção hidratante: 200 mL, R$ 28,90.

Não consigo saber muito bem qual é o público-alvo dessa fragrância porque ele tem nuances contemporâneas, infantis, vintage, românticas, sensuais. Parece que tentaram reunir todas as idades da mulher em um perfume só. Mas independente disso, é um perfume discreto.

Sugiro não comprar esse perfume sem testar a evolução dele primeiro. As notas iniciais contam uma fábula empolgante e a base narra um conto que dá sono. Mas isso não significa que você vai amar uma camada e detestar a outra. Na verdade, é um perfume indeciso que dificilmente provoca paixão ou ódio.

Imagino que a Galisteu estava com pressa e só sentiu a abertura antes de aprovar. Com paciência ela teria notado que dava para aproveitar a abertura para fazer um perfume frutal jovem e moderno, o corpo para fazer um perfume floral mais adulto e a base para fazer uma fragrância sensual e oriental.

Difícil não comparar: a Claudia Leitte foi muito mais feliz na escolha dos perfumes Jequiti que levam seu nome.

Independente de tudo isso, a colônia Adriane Galisteu agrada muita gente e é um sucesso de vendas. Por isso, não deixe de experimentar.

Mas ainda acho que muitas outras fragrâncias da marca têm um custo-benefício bem mais vantajoso.

Bom cheiro!

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