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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Perfume Banho de Lavanda, Natura

Meu relacionamento com Banho de Lavanda começou no mesmo dia em que me apaixonei pela perfumaria da Natura. Já falei sobre esse episódio no post Cedro e Jasmim, volta pra mim (07/2010), mas vale a pena relembrar.

Brasília, ano de 2006, não me lembro se era agosto ou setembro. Fiquei muito feliz no dia em que recebi meu primeiro kit de revendedora Natura: me encantei pela fragrâncias. Fui experimentando amostra por amostra e ficando cada vez mais empolgada porque eu achava um cheiro melhor do que o outro. Nesse mesmo dia um flaconete escorregou da minha mão e caiu no chão. Nele estava escrito Pamina, nome de batismo da fragrância Banho de Lavanda.

O quarto ficou com milhares de caquinhos de vidro espalhados pelo chão. A casa inteira ficou com cheiro de "mulher chique", de "perfume caro", segundo a minha tia. Eu fiquei um pouco triste por ter deixado cair a amostra daquela que era uma das minhas favoritas no estojo.

Em 2008 finalmente comprei um frasco com 150 mL de Banho de Lavanda para chamar de meu. Ele foi muito útil nos meses em que trabalhei no call center da Oi. Serviu como aromaterapia, como já contei no post Meus 13 perfumes favoritos (set/2009).

Esta é a pirâmide olfativa oficial direto do túnel do tempo, ou melhor, direto do site de 2004 da linha Natura Águas:

  • Notas de topo: lavanda, anis, petitgrain (óleo da folha da laranjeira amarga) e lima.
  • Notas de corpo: jasmim, rosa, folhas de violeta, lírio-do-vale e noz moscada.
  • Notas de base: almíscar, sândalo, patchuli, vetiver e musgo de carvalho.

E, naquela época, a Natura não só divulgava as notas como também o país de origem de cada ingrediente:

A fragrância abre evocando cheiro de limpeza. Apesar de bastante alavandada, essa saída ainda não é a fase confortável da colônia. Cítrico e um pouco amargo, esse início também poderia pertencer a um desinfetante um pouco mais sofisticado.

A colônia vai ficando mais "calma". O odor de produto químico dá lugar ao aroma de chá (ou infusão) de folha de laranjeira com erva-doce.

No corpo ainda sinto cheiro de chá. Mas agora é de folhas de violeta com noz moscada. Não sinto as flores. Talvez a fórmula da colônia tenha mudado desde 2004. Acontece.

A base, camada mais confortável da fragrância, é uma nuvem carregada de lavanda, erva-doce, almíscar, vetiver e sândalo. Cheiro de paz. Cheiro de tranquilidade. Cheiro de calma. Cheiro de "morri para os problemas do mundo".

A fixação de Banho de Lavanda na minha pele varia muito, de acordo com o clima: 3 horas em um dia com mais de 30ºC (no momento em que escrevo este post faz 36ºC), 8 horas em um dia frio ou em um ambiente com ar-condicionado. É o tipo de perfume que não projeta muito nem deixa rastro. Só sente quem está bem pertinho de você.

O perfume tem frascos de 150 mL e 300 mL, que hoje (16/09/2014) custam, respectivamente, R$ 44,90 e R$ 64,80. O spray é vendido separadamente e custa R$ 9,90.

Em 2010 eu enjoei de Banho de Lavanda e passei meu frasco (que ainda tinha pelo menos 60 mL) para uma colega de profissão. Hoje noto que o motivo não foi precisamente eu ter enjoado. A verdade é que eu já estava trabalhando como redatora web em uma agência de comunicação, então não queria mais usar uma fragrância que me lembrava tanto o desagradável call center como o período de desespero entre um emprego e outro.

Desse modo, esta é mais uma das fragrâncias que ficaram datadas em minha vida. Quando eu a sinto, me lembro de situações específicas que ficaram para trás e que eu quero que lá atrás continuem. A mesma relação eu tenho com os perfumes Ekos Cacau, Ekos Maracujá e Glamour.

Atualmente minha lavanda favorita é Amó Xodó, que foi descontinuada, mas da qual ainda tenho algumas dezenas de mililitros.

Quer ler mais sobre a linha Natura Águas? Veja também os posts Campo de Violetas e Rosas Vermelhas. Para ver todas as fragrâncias da marca, consulte o índice.

Bom cheiro!

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