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domingo, 4 de janeiro de 2015

O que você vai fazer com o televisor analógico?

Com o advento da TV digital, dezenas de milhões de televisores analógicos serão descartados nos próximos anos em todo o Brasil. Isso pode ser um problema ambiental ou uma oportunidade de negócio, depende muito de como as prefeituras e as cooperativas de reciclagem vão se preparar para essa situação.

E não demora muito. Se tudo der certo e o Ministério das Comunicações não "der pra trás", este ano será desligado o sinal da TV analógica em Rio Verde, no sudoeste goiano. Com isso, muitas famílias já vão ter que decidir o destino do televisor antigo, aquele sem conversor digital integrado.

E é importante lembrar que o aparelho analógico não precisa ir para o lixo. Mesmo sem HDTV, o aparelho antigo ainda funciona com: video-game, karaokê, DVD, blu-ray, TV por assinatura, TV parabólica e serve também para ver TV digital - sem alta definição - usando um conversor digital externo.

Só que, mesmo com tantas possibilidades, o que temos observado em Goiânia e Brasília é que os aparelhos, principalmente os de tubo, estão indo parar nas calçadas. E geralmente ao lado da TV velha vemos também a caixa de uma HDTV recém-comprada, o que geralmente significa que o aparelho de tubo está funcionando, mas foi descartado porque:

  • a qualidade da imagem não satisfaz mais;
  • falta espaço na casa para o televisor antigo, o que é muito comum quando se mora em apartamento, kitnet, barracão;
  • todos os quartos da casa já têm HDTV;
  • falta comunicação com parentes, amigos e colegas, já que é muito provável que algum conhecido pudesse aproveitar o aparelho de outra forma.

Deixar no lixo parece ser a solução mais fácil, mas o que essas pessoas não sabem - ou sabem e não se importam - é que o aparelho da TV de tubo tem vários produtos tóxicos como chumbo, cádmio e mercúrio. Se o televisor é colocado na calçada, a água da chuva leva essas substâncias para rios, reservatórios de água e também para o lençol freático. A família se livra do "trambolho" que estava dentro de casa, mas todos os moradores da cidade se lascam consumindo água poluída (inclusive a própria família que abandonou a TV).

E se o aparelho deixado na calçada não for reciclado, vai parar em um aterro sanitário ou até mesmo em um lixão, onde vai levar séculos para se decompor.

Por isso, antes de descartar sua TV tubo de qualquer jeito, vou retomar aqui algumas dicas que citei em setembro/2013:

  1. Coloque em algum outro cômodo da casa (pelo menos até você comprar HDTV para esse cômodo também).
  2. Leve para sua casa de campo, de praia ou qualquer uma onde ainda exista um cômodo sem TV (ninguém vai para esses lugares pensando em ver TV, mas de vez em quando chove).
  3. Dê para algum amigo ou parente que precise de mais uma TV.
  4. Doe para uma igreja.
  5. Doe para alguma escola pública.
  6. Doe para alguma instituição beneficente ou ONG que possa usar o aparelho.
  7. Doe para alguma família que está sem TV.
  8. Doe para algum estudante universitário que more em kitnet ou república.
  9. Leve para algum parente no interior. Nas cidades onde o sinal analógico só será desligado em 2018, uma TV de tubo ainda tem bastante vida útil.
  10. Se NÃO estiver chovendo (logo esta dica não vale para o verão brasileiro), deixe na calçada da sua casa para alguém levar. Mas antes cole um papel na tela avisando: AINDA FUNCIONA!
  11. Tire uma foto e anuncie no Facebook perguntando quem quer a doação.
  12. Se todas as opções acima falharem, você ainda pode vender no prego. Mas vão querer pagar tão pouco que talvez você se sinta mais recompensado se doar a TV para alguém que realmente precise.

E se o aparelho não estiver mais funcionando:

  • Venda ou doe para uma cooperativa de reciclagem de eletroeletrônicos.
  • Venda ou doe para um ferro-velho.

E independente de para onde você vai encaminhar o televisor analógico, muitos outros moradores da sua cidade acabarão jogando na sarjeta mesmo. Por isso, descubra se já há na sua cidade um planejamento para essa inevitável situação. Se não houver, cobre do prefeito, do governador, dos vereadores, dos deputados estaduais e, principalmente, dos secretários municipal e estadual do meio-ambiente.

Aqui em Goiânia, além da coleta seletiva, há também um serviço que se chama cata-treco: a gente liga - (62) 3524-8555 e 0800-646-0156 - e eles buscam móveis e aparelhos eletrônicos velhos. E depois que eles catam o treco, ele é doado ou reciclado. Eu nunca precisei usar (não vivi o suficiente para acumular grandes tralhas), mas minha mãe já ligou várias vezes e conseguiu se livrar de muita velharia com a ajuda deles.

Até mais!

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