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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Servidores da Brasil Central propõem modelo de comunicação pública

Ao comparar a gestão da Agência Brasil Central com modelos de sucesso no campo da comunicação pública no Brasil, como Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e Empresa Brasileira de Comunicação (TV Brasil), o estudo aponta para a necessidade de um conselho curador na agência goiana, com participação da sociedade civil, para zelar que os conteúdos produzidos ou divulgados pelas emissoras sejam orientados pelo interesse público.

Em 2014, os servidores da agência formaram uma comissão para estudar um modelo de comunicação pública que pudesse ser implantado no site Goiás Agora, no Diário Oficial do Estado de Goiás, nas rádios Brasil Central AM, RBC FM e na TV Brasil Central, onde trabalho.

Em janeiro deste ano o documento ficou pronto, foi apresentado aos servidores e depois protocolado, ou seja, oficialmente entregue à Governadoria do Estado de Goiás.

O trabalho, chamado “Considerações para Implantação de uma Comunicação Pública na Agência Brasil Central”, apresenta um estudo comparativo com outras emissoras públicas do país e do mundo, propondo a transformação do Sistema Brasil Central e da Imprensa Oficial em mídias públicas, com finalidades educativas e culturais.

Principais propostas:

  • Reformulação da gestão dos veículos - TV e Rádio Brasil Central, Sítio e Imprensa Oficial - com base em modelos de sucesso na comunicação pública, garantindo a independência dos veículos e a participação social na administração.
  • Implantação de um Conselho Curador, resguardando espaço para os servidores efetivos e membros da sociedade civil interessados na melhoria da qualidade dos serviços prestados.
  • Criação de um plano de carreira que valorize os trabalhadores e estimule a formação e a capacitação, com quadros de remuneração adequados.
  • Definição de princípios que norteiem uma linha editorial e programação com caráter educativo e cultural, que respeite a diversidade social, política, cultural, étnica, de gênero.
  • Garantir espaço para veiculação de produções locais e independentes.
  • Diversificar e ampliar a captação de recursos financeiros para as emissoras, através de editais, apoio cultural, parcerias, patrocínio, entre outros.
  • Incrementar as relações de parceria com a Rede Nacional de TVs Públicas, que já conta com 15 emissoras públicas estaduais, 4 canais da TV Brasil e 7 emissoras universitárias federais; além da Rede Nacional de Rádios Públicas, que ainda está sendo criada.
  • Garantir uma estrutura física e tecnológica adequada para assegurar qualidade de sinal na transmissão.

Ao comparar a gestão da Agência Brasil Central com modelos de sucesso no campo da comunicação pública no Brasil, como Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e Empresa Brasileira de Comunicação (TV Brasil), o estudo aponta para a necessidade de um conselho curador na agência goiana, com participação da sociedade civil, para zelar que os conteúdos produzidos ou divulgados pelas emissoras sejam orientados pelo interesse público.

Thiago Vilar e Carolina Winter
Thiago Vilar, presidente do Sindipúblico-GO, e Carolina Winter, analista de comunicação - locutora da RBC

A intenção dos servidores é contribuir com a gestão do Estado apontando caminhos para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pela Agência Brasil Central. Os servidores desejam ainda se reunir com o governador Marconi Perillo e com o futuro presidente da agência, que deve ser apresentado ainda este mês, para explicar as propostas apresentadas no texto.

Miguel Novaes
Miguel Novaes, presidente do Sindicom Goiás e Tocantins

As propostas foram elaboradas após sete meses de estudo do Grupo de Trabalho em Comunicação Pública formado na ex-Agecom, que após participar de eventos da área, se aproximou de profissionais de emissoras públicas e se inteirou de reivindicações de organizações da sociedade civil.

O documento já conta com o apoio das seguintes entidades:

Outras entidades que queiram apoiar a iniciativa podem entrar em contato com Fausto Borges e Carolina Winter.

Em breve o grupo de trabalho vai lançar uma campanha on-line para que mais pessoas possam apoiar.

E quem já quiser conferir o documento na íntegra, pode acessar on-line clicando aqui.

Até mais!

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