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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Uso bicicleta como meio de transporte

Atualizado dia 25/09/2014.

Hoje li um post bacana de um blog português com 10 razões para não pedalar. Recomendo a todos.

Mas esse texto me fez lembrar que ainda não falei nada aqui no blog sobre ser ciclista. Não que alguém esteja realmente curioso em saber, mas adoro quando outros ciclistas compartilham suas experiências na web, então acho que a minha também pode servir para alguém que futuramente vai pesquisar sobre assunto.

Senta que lá vem história

Sempre gostei de pedalar e desde que passei a morar sozinha quis ter uma bicicleta só pra mim. Na casa dos meus pais, meus irmãos e minha mãe acabavam usando, então nunca era só minha mesmo, tanto que todas as minhas bicicletas foram quebradas ou roubadas quando outra pessoa da família estava usando. Mas, no primeiro lugar onde morei só, eu não tinha espaço para guardar uma. Assim que me mudei para uma casa com garagem, realizei esse sonho.

Minha bicicleta custou menos de R$ 100,00, escolhi a mais barata que achei no supermercado em que costumo fazer compras. Logo após adquirir a bicicleta precisei gastar um pouco mais com ela. Troquei o selim, pois o anterior era horrivelmente pequeno, coloquei pé de apoio e também comprei bomba, capacete e corrente (não uma das melhores).

Na época eu trabalhava à tarde e até experimentei ir de bicicleta alguns dias, mas subir 2 km pedalando logo após o almoço e sob o sol de 13h30 não deu certo. Era melhor ir caminhando pela calçada mesmo para aproveitar as raras sombras de árvores, postes, toldos e muros. Então eu acabava usando a bicicleta só para ir à casa da minha mãe, que fica a cerca de 3 km.

O pedal se soltou com pouco tempo de uso. Consertei sozinha em casa e por algum tempo funcionou, mas se soltou novamente.

Mais ou menos na mesma época minha bomba também estragou. Acabei deixando minha bicicleta um "tempão" encostada por preguiça de subir com ela até a oficina, mesmo ela ficando no meu exato caminho para o trabalho. Na verdade acontecia assim: quando eu tinha disposição não tinha dinheiro, quando tinha dinheiro não tinha disposição, sabe como é?

Em maio deste ano me mudei para outra casa da mesma região. Ao contrário da residência antiga, esta não tem garagem coberta. Como eu não estava usando a bicicleta, guardei dentro de casa para melhor conservação. E me incomodou bastante o fato de ter uma bicicleta sem utilidade ocupando um grande espaço do meu escritório. Quando estava na enorme garagem da minha outra casa eu não me incomodava tanto.

Por causa da garantia exigida na mudança, passei alguns meses apertada financeiramente, sem poder gastar nem um tostão que não fosse com comida, mas logo que me resolvi fui à oficina resolver a situação da bicicleta.

Consegui consertar o pedal e voltar a ser ciclista. Algum tempo depois me lembrei de levar a bomba que o mecânico consertou pra mim também.

Como já tinha trocado meu horário na TV e estava trabalhando de manhã, me animei e passei a ir de bicicleta para o trabalho. Na volta, às 13h, ainda enfrento sol, mas agora é descida e pelo menos na metade do caminho eu ainda estou de estômago vazio. Aliás, o caminho da minha casa para o trabalho é muito propício para pedalar: de manhã a ida é subida, à tarde a volta é descida.

Entre a minha casa e o trabalho existe um caminho bem simples, em formato de L, mas esse trajeto coincide com duas avenidas que têm fluxo pesado de motos, carros e caminhões. Só uso esse caminho quando é realmente necessário porque tenho a opção de passar pelas ruas internas dos bairros, que são bastante residenciais e por isso só têm movimentação dos próprios moradores. Pego a avenida só no finalzinho do trajeto, quando estou chegando à TV.

Acho que já ficou claro, mas vale ressaltar que não tenho e nunca tive carro nem CNH, portanto não sou uma dessas pessoas que trocaram o carro pela bicicleta. Só troquei sola de tênis por bicicleta e de vez em quando troco ônibus por bicicleta.

Minhas dicas

Esclareço que são realmente dicas baseadas na minha própria experiência. Odeio pessoa que fica "cagando regra" sobre determinado assunto porque acha que todos os contextos do mundo se adaptam ao método que ela escolheu. Se um dia eu fizer isso, por favor me lembrem que existe muito mais mundo do que aquilo que eu enxergo.

Não espere a bicicleta perfeita para começar a pedalar. Você começou a dirigir com um carro perfeito? Quando você começou a usar caneta na escola já tinha a marca perfeita? Seu primeiro relógio foi um Rolex? Seja realista e comece a pedalar com a bicicleta que você tem ou que você consegue adquirir. Se for uma de R$ 5 mil, ótimo, você não vai precisar se preocupar com isso novamente tão cedo. Se for uma de R$ 80, ótimo também porque qualquer outra bicicleta que você tiver depois dessa vai te dar a deliciosa sensação de upgrade.

Coloque retrovisor do lado esquerdo dos dois lados assim que possível. Eu ainda não encontrei oficina próxima que faça isso e está me fazendo uma falta danada. De vez em quando tenho torcicolo por virar o pescoço sempre para o mesmo lado.

Pedale SEMPRE do lado direito, na mesma mão que os carros e ocupe a faixa inteira, não importa o quanto você seja lento. Siga essa e todas as demais leis de trânsito.

Não se esqueça da possibilidade de descer da bicicleta e usar a faixa de pedestres. Ela é muito útil em vários contextos, mas principalmente quando é preciso virar à esquerda em vias muito movimentadas sem canteiro central.

Explore mais o comércio local e economize usando a bicicleta. Eu poderia dar vários exemplos, mas só vou dizer que no meu caminho para o trabalho tem uma loja que vende roupas por R$ 10 com qualidade muito melhor do que as roupas de lojas de departamento que custam R$ 40. Sem falar nos belíssimos brincos de R$ 2,00 que nas lojas dos shoppings também custam R$ 40.

Leia sobre o assunto para se tornar um ciclista cada vez melhor. Existem centenas de sites a respeito. Eu criei uma lista de interesse no facebook só sobre bicicleta.

Eu realmente amo pedalar e por isso poderia ficar horas e horas aqui falando sobre o assunto, mas acho que por hoje chega.

Até mais!

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