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domingo, 24 de abril de 2016

Diz que quer economizar dinheiro, mas segue perfis de ostentação consumista

Jacqueline, personagem de Unbreakable Kimmy Schmidt que adora ostentar o que tem e o que não tem.

As pessoas que têm o hábito de seguir perfis de pessoas que ganham dinheiro para passar a imagem de bonitas e ricas, sempre elogiando produtos, lugares e marcas - seja no blog, no Instagram, no Facebook, no SnapChat, no YouTube - também são as mais endividadas e insatisfeitas que conhecemos. E não é coincidência.

Sei que nem todo mundo nota, mas essa relação fica óbvia quando a gente para para pensar nela: geralmente são as pessoas consumistas e sugestionáveis que seguem esse tipo de perfil, mas o perfil reforça o comportamento consumista da pessoa sugestionável e isso é um ciclo vicioso.

Uma forma de cortar o ciclo é parar de seguir esses perfis estúpidos. E que fique bem claro: estou dizendo que o perfil é estúpido, não a pessoa que aparece nele. Cada perfil de rede social é apenas uma parte editada da pessoa, não é a pessoa inteira com toda a sua inteligência, subjetividade e complexidade. E um perfil de ostentação consumista sem dúvida é um perfil que realça um lado bem estúpido de alguém. Já a pessoa, na verdade, é bastante esperta porque ganha dinheiro fazendo seus seguidores gastarem o dinheiro que ainda não ganharam com coisas das quais não precisam. Ou seja: ganha dinheiro com nossa estupidez. Bingo!

Se você tem algum carinho pelo seu dinheiro e pelo "suor" do seu trabalho, pare de seguir todos esses perfis e canais que ostentam:

  • viagens que você não pode fazer;
  • comidas que você não pode experimentar;
  • roupas que você jamais vai usar;
  • cirurgias plásticas que você não vai fazer;
  • produtos que você não pode comprar.

Não procrastine, não enrole, simplesmente pare. SPOILER: você não vai perder nada útil e sua vida vai fluir até melhor depois disso.

Troque esses perfis e canais por pessoas que:

  • têm opiniões relevantes;
  • compartilham ideias úteis;
  • ensinam hacks (dicas) que melhoram a qualidade de vida e a produtividade;
  • ensinam a construir ou consertar coisas;
  • ensinem idiomas;
  • dão dicas para sua área profissional;
  • têm um hobby igual ao seu;
  • pratiquem o mesmo esporte que você;
  • estejam enfrentando o mesmo desafio de vida que você está enfrentando no momento (entrar em uma universidade pública, fazer curso de barista no Canadá, mudar a alimentação por motivo de saúde, etc.)

E mesmo esse tipo de perfil corre o risco de se render ao mercado e começar a fazer propagandas demais. Mas aí, você tem o poder: pare de seguir se notar que está sendo influenciado a comprar coisas desnecessárias por causa deles.

No começo, talvez você se sinta nerd demais por dar real utilidade às redes sociais, mas você vai notar que sua vida digital vai ficar muito mais interessante e agradável assim, aliando entretenimento à evolução pessoal. E você vai perdendo esse desejo insano de consumir coisas das quais não precisa; coisas que não tem condições de comprar.

Mas, muito além do dinheiro, seguir perfis de pessoas mais bonitas, mais ricas que só postam fotos perfeitas e que ganham dinheiro para elogiar produtos e lugares é masoquismo e faz muito mal para a autoestima. Quem realmente gosta de si mesmo não faz isso. Mesmo que você seja rico o bastante para acompanhar as tendências, que tipo de vida é essa em que você passa o tempo todo consumindo só para imitar outras pessoas ou competir com elas? Por que você está desperdiçando a oportunidade de ser você mesmo e talvez fazer algo útil na sua breve existência?

Se nada do que escrevi acima faz sentido pra você, sinto muito: você já perdeu a alma. Talvez seja melhor continuar seguindo os perfis de ostentação, pelo menos assim sua vida terá uma utilidade: enriquecer pessoas espertas que ganham dinheiro com a sua estupidez. Perdão pela sinceridade rude, mas a situação é grave demais para eu tentar suavizar a verdade.

Tanto faz. Tome a decisão que tomar, o importante é que agora será uma decisão consciente porque o texto já obrigou você a refletir sobre o assunto.

E se você está nessa vibe de lutar contra o consumismo e o desperdício de dinheiro, leia também:

Até mais!

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